ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

1 novembro, 2019

      O acidente vascular cerebral (AVC) é a terceira causa de óbito em países desenvolvidos e permanece como a primeira causa de morte no Brasil apesar do declínio das taxas nos últimos anos.

      Em 2015, foram registradas mais de 233 mil internações em decorrência do AVC no país e custaram ao Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de 220 milhões de reais.

      É uma causa importante de morte prematura e aumenta em duas vezes o risco de o paciente ficar restrito ao leito, incapacitando pessoas em uma faixa etária ainda produtiva: 70% não retornam ao trabalho e 50% tornam-se dependentes de terceiros causando um grande impacto na economia familiar e governamental.

      Controlar a pressão arterial, os níveis de glicemia, realizar atividades físicas regularmente e evitar o tabagismo são fatores importantes para reduzir a ocorrência do AVC.

 

TROMBOSE

12 outubro, 2019

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DE TROMBOSE?

- Uma em cada quatro mortes no mundo são provocadas pela TROMBOSE.

- TROMBOSE é o fechamento de uma veia ou artéria por um coágulo de sangue, que pode causar diversos problemas de saúde.

- Os principais fatores de risco são: hospitalização, cirurgias,  fraturas, câncer, mobilidade reduzida, história pessoal ou familiar de trombose, uso de hormônios, gravidez e pós-parto.

- Os sintomas mais comuns de trombose venosa são: inchaço, aumento da temperatura, vermelhidão e dor em uma das pernas.

- Já os sintomas de embolia pulmonar são: falta de ar, respiração acelerada, dor ao respirar, palpitação, sensação de tontura ou desmaio e em alguns casos tosse com presença de sangue.

TODOS DEVEM ESTAR ATENTOS A ESSES SINAIS E PROCURAR AVALIAÇÃO MÉDICA




 

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

16 março, 2019

    Conhecido popularmente como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) mata uma pessoa no mundo a cada seis segundos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015, foram quase 185 mil internações para tratamento de AVC isquêmico e hemorrágico no Brasil.

   O AVC é uma interrupção abrupta do fluxo sanguíneo cerebral e pode ser classificado como isquêmico ou hemorrágico. O isquêmico é originado por um bloqueio no fluxo de sangue nos vasos do cérebro e ocorre em cerca de 80% dos casos. Já o hemorrágico incide em torno de 20% dos casos e surge quando um vaso do cérebro se rompe. Independentemente do tipo de AVC vai ocorrer uma interrupção do fluxo sanguíneo causando prejuízo na vascularização cerebral culminando com um processo de morte celular.

   Os principais fatores de risco para o AVC são a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, a idade avançada, o gênero, a raça e o histórico familiar. Embora o AVC possa ocorrer em qualquer faixa etária, quanto mais idoso, maior é o risco. Além disso, homens, pessoas negras e aqueles que já têm histórico de AVC na família, seguem no grupo de maior risco.

   É fundamental reconhecer os principais sintomas do AVC como a boca torta, perda de força de um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender o que o que as outras pessoas estão falando. Esses sinais ocorrem subitamente (de uma hora para outra). Quando o paciente apresentar algum desses achados, deve ser prontamente encaminhado à emergência para tratamento adequado.

  Nenhum medicamento deve ser dado ao paciente antes de uma avaliação médica. Muitas vezes as pessoas tomam aspirina antes de ir à emergência, mas no caso do AVC não é aconselhável. O paciente deve ser avaliado por um especialista, obter o diagnóstico e realizar o tratamento correto, para o hemorrágico ou isquêmico, dependendo de cada caso.

  As sequelas dependerão do tipo (isquêmico ou hemorrágico), da quantidade de tecido cerebral afetado (AVC pequeno ou extenso), e do tempo até o tratamento, por este motivo é importante levar o paciente para a emergência logo após aparecimento dos primeiros sintomas.





 

HIPERTENSÃO ARTERIAL "A doença silenciosa"

20 janeiro, 2019

  No Brasil, mais de 36 milhões de adultos são portadores de hipertensão arterial. Esta doença contribui, direta ou indiretamente, por 50% das mortes por doença cardiovascular e é responsável pela queda na produtividade no trabalho e na renda familiar de muitos brasileiros. A prevalência é maior entre os pacientes mais idosos (>60 anos) e entre indivíduos com excesso de peso (IMC>25Kg/m²).

   O consumo excessivo de sódio é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial. Como também o consumo constante e elevado de bebidas alcóolicas.

  A Sociedade Brasileira de Cardiologia considera como hipertensos pacientes com Pressão Arterial sistólica maior ou igual a 140mmHg e PA diastólica maior ou igual a 90mmHg.
  A pré-hipertensão é uma condição onde a PA sistólica encontra-se entre 121 e 139mmHg e PA diastólica 81 a 89mmHg. Associa-se com maior desenvolvimento de hipertensão arterial e anormalidades cardíacas. Esses pacientes deverão ter as medidas da pressão arterial realizadas com maior frequência. 

  O meu objetivo como cardiologista é de estimular o diagnóstico precoce, o controle adequado da Pressão Arterial com tratamento contínuo e pesquisa de outros Fatores de Risco para doenças cardiovasculares que estejam associados a hipertensão.  A terapia adequada por meio da modificação do estilo de vida com a prática de atividades físicas, redução do peso, diminuição do consumo de sal e quando necessário o uso regular de medicamentos.
   

  

 

  


 

O RISCO DO TABAGISMO

16 janeiro, 2019

IMPACTO DO TABACO:

 O tabagismo é reponsável por 25% das mortes causadas por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio) e por 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos. São 156 mil mortes/ano, ou seja, 18 pessoas/hora.

  Em 2017, ocorreram 7,1 milhões de mortes e 182 milhões de pacientes permaneceram com sequelas após eventos causados pelo cigarro no mundo. 

  O cigarro contém mais de oito mil compostos e a indústria do tabaco continua inserindo substâncias para que chegue no cérebro em 10 a 15 segundos.

  Quando o tabaco se inicia na adolescência a carga tabágica será crucial para a ocorrência de doenças em decorrência do cigarro.

  Parar de fumar é muito difícil. Apenas 3 a 5 % consegue parar de fumar após 1 ano sem auxílio.

  O fumante PASSIVO também é acometido por doenças em decorrência do cigarro. São 7 mortes ao dia devido ao tabagismo passivo.

  O cigarro eletrônico tende a aumentar a dependência. Nos Estados Unidos já virou uma epidemia e mesmo o FDA tem dificuldade para vencer a indústria do tabaco. No Brasil a ANVISA proibiu a comercialização. No entanto, pode ser vendido pela internet.

  A redução do risco de doenças causadas pelo cigarro depende da carga tabágica, reduz ano a ano. No entanto, apenas após 10 anos de suspensão do tabaco é que se consegue reduzir realmente o risco.

 

O que é Ecocardiograma com Doppler?

19 dezembro, 2018

O Ecocardiograma é um exame de Ultrassom que avalia as imagens do coração.

É um exame imprescindível para o diagnóstico e auxílio no tratamento de diversas doenças do coração.

O médico ecocardiografista consegue avaliar o tamanho do coração, das cavidades cardíacas e como está o funcionamento do músculo cardíaco. 

O estudo com Doppler é utilizado para investigar a presença de sopros cardíacos que aparecem nas doenças das valvas cardíacas ou nas cardiopatias congênitas.

O estudo com mapeamento de fluxo em cores ou Doppler colorido auxilia no diagnóstico dos sopros cardíacos.

O exame não causa dor e não há a necessidade de preparo antes do exame, não precisa de jejum ou de suspensão das medicações usuais. 



 

Já posso utilizar os novos anticoagulantes orais para pacientes com biopróteses valvares

19 dezembro, 2018


 

Posso prescrever os novos anticoagulantes orais para pacientes com fibrilação atrial e doença valvar?

19 dezembro, 2018


 

Gravação da aula sobre ANTICOAGULAÇÃO ORAL nas DOENÇAS VALVARES

19 dezembro, 2018


 

Novos anticoagulantes orais em pacientes com fibrilação atrial e doença valvar

11 dezembro, 2018

Novos anticoagulantes orais em pacientes com fibrilação atrial e doença valvar

     Os anticoagulantes orais de ação direta ou não-antivitamina K (NOACs), inibidor do fator II ativado (dabigatrana) e os inibidores do fator X ativado (rivaroxabana, apixabana e edoxabana), já aprovados para utilização em pacientes com fibrilação atrial (FA) não-valvar, são objeto de diversos estudos em pacientes com fibrilação atrial e doença valvar.

     O termo fibrilação atrial (FA) valvar não é o mais adequado para descrever uma miscelânea de pacientes com diferentes tipos de doenças valvares que foram incluídos nos grandes estudos internacionais com NOACs (RE-LY, ROCKET-AF, ARISTOTLE e ENGAGE-AF). De um total de 71.683 pacientes 13.585 (18,95%) apresentavam alguma doença valvar associada à fibrilação atrial. As doenças valvares mais frequentes foram as insuficiências mitral, tricúspide e aórtica, e a análise desses subgrupos demonstraram que os NOACs parecem eficazes e seguros em pacientes com doença valvar nativa como naqueles sem doença valvar. No entanto, os pacientes portadores de próteses valvares mecânicas e estenose mitral moderada a grave foram excluídos de todos os estudos.

    A utilização de NOACs em pacientes portadores de próteses mecânicas está contraindicada de acordo com todas as diretrizes nacionais e internacionais.

    Os resultados de uma metanálise comparando pacientes com FA sem valvopatias com pacientes com FA e valvopatias em uso de NOACs versus varfarina revelaram redução do risco de AVC hemorrágico com os NOACS em comparação com varfarina também no subgrupo de pacientes com doença valvar. Observou-se ainda uma não-inferioridade em termos de redução do AVC isquêmico, sangramento maior e mortalidade por todas as causas no subgrupo com doença valvar nos pacientes em uso de NOACs em comparação à varfarina.

Referências bibliográficas:

-De Caterina R, Camm AJ. What is “valvular” atrial fibrillation? A reappraisal. Eur Heart J 2014;35:3328

-Nishimura RA et al. 2017 AHA/ACC Focused Update of the 2014 AHA/ACC Guideline for the Management of Patients With Valvular Heart Disease: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines. J Am Coll Cardiol. 2017;11;70(2):252-289. doi: 10.1016/j.jacc.2017.03.011

-Steffel J et al,European Heart Journal (2018) 00, 1–64

-Renda G et al. JOURNAL OF THE AMERICAN COLLEGE OF CARDIOLOGY. 2017; 69(11):1363-71

-Tarasoutchi F et al, Arq.Bras.Card.,Volume 109, Nº 6, Supl. 2, Dezembro 2017

-Van de Werf. Am Heart J 2012; 163:931-937